quarta-feira, 25 de Novembro de 2009
Trauma no AXN
O AXN inicia amanhã a transmissão de uma das apostas falhadas da rentrée televisiva americana. Trauma, interpretada por Cliff Curtis, Derek Luke e Jamey Sheridan, acompanha o quotidiano de uma equipa de paramédicos do 112 de São Francisco, mas foi cancelada pela cadeia NBC ao fim de um mês de emissão, embora a estação se tenha comprometido a transmitir os 13 episódios encomendados (e, entretanto, tenha encomendado mais três para tapar eventuais buracos da sua cobertura dos Jogos Olímpicos de Inverno). Trauma será exibida às quintas às 22h25.
Audiências - Terça, 24 de Novembro
As audiências de terça-feira, 24 de Novembro de 2009, podem ser consultadas aqui.
Os valores de cabo de terça-feira, 24 de Novembro de 2009, podem ser consultados aqui.
Resumo:
TVI 29,0 (+0,8) - Programa mais visto: Meu Amor (15,7 / 39,4 / 1,485,063)
RTP-1 24,5 (-2,2) - Programa mais visto: Telejornal (11,4 / 29,2 / 1,078,326)
SIC 21,9 (-0,7) - Programa mais visto: Jornal da Noite (10,9 / 27,2 / 1,031,031)
Cabo 19,0 (+0,8) - Canal generalista mais visto: TVI (25,7 / 168,200); Canal de cabo mais visto SIC Notícias (4,2 / 27,800)
RTP-2 5,6 (+0,9) - Programa mais visto: Anatomia de Grey (2,9 / 9,6 / 274,311)
Os valores de cabo de terça-feira, 24 de Novembro de 2009, podem ser consultados aqui.
Resumo:
TVI 29,0 (+0,8) - Programa mais visto: Meu Amor (15,7 / 39,4 / 1,485,063)
RTP-1 24,5 (-2,2) - Programa mais visto: Telejornal (11,4 / 29,2 / 1,078,326)
SIC 21,9 (-0,7) - Programa mais visto: Jornal da Noite (10,9 / 27,2 / 1,031,031)
Cabo 19,0 (+0,8) - Canal generalista mais visto: TVI (25,7 / 168,200); Canal de cabo mais visto SIC Notícias (4,2 / 27,800)
RTP-2 5,6 (+0,9) - Programa mais visto: Anatomia de Grey (2,9 / 9,6 / 274,311)
"Comfort food"
coluna do P2 de quarta, 25 de Novembro
É uma expressão que os ingleses têm que não é facilmente traduzível para português mas que faz todo o sentido: “comfort food” são aqueles pratos preferidos a que voltamos quando precisamos de recuperar um pouco de conforto, de nos agarrar a qualquer coisa que reconhecemos ou de que gostamos, que nos permite uma pausa agradável no rame-rame e do stress do dia-a-dia.
Não tenho a mínima dúvida que a televisão preenche esse conceito de “comfort food” para milhões de pessoas, através de programas muito diferentes entre si (e que não têm necessariamente de ser programas de culinária). Para muita gente será a novela da noite, para mim, por exemplo, é o concurso apresentado por José Carlos Malato, Jogo Duplo, pelas perguntas de cultura geral que me levam a questionar as coisas de que me lembro dos tempos da escola e pelo tom geral de boa disposição que Malato imprime à emissão.
É “comfort food” no seu melhor – não é algo que tenhamos necessariamente de comer todos os dias, mas que sabe muito bem petiscar umas quantas vezes por semana...
É uma expressão que os ingleses têm que não é facilmente traduzível para português mas que faz todo o sentido: “comfort food” são aqueles pratos preferidos a que voltamos quando precisamos de recuperar um pouco de conforto, de nos agarrar a qualquer coisa que reconhecemos ou de que gostamos, que nos permite uma pausa agradável no rame-rame e do stress do dia-a-dia.
Não tenho a mínima dúvida que a televisão preenche esse conceito de “comfort food” para milhões de pessoas, através de programas muito diferentes entre si (e que não têm necessariamente de ser programas de culinária). Para muita gente será a novela da noite, para mim, por exemplo, é o concurso apresentado por José Carlos Malato, Jogo Duplo, pelas perguntas de cultura geral que me levam a questionar as coisas de que me lembro dos tempos da escola e pelo tom geral de boa disposição que Malato imprime à emissão.
É “comfort food” no seu melhor – não é algo que tenhamos necessariamente de comer todos os dias, mas que sabe muito bem petiscar umas quantas vezes por semana...
terça-feira, 24 de Novembro de 2009
Life on Mars no Fox
Não, neste caso não estamos a falar do aclamado original inglês da BBC mas sim da sua mal-fadada adaptação americana produzida em 2008 para a ABC, com Harvey Keitel, Jason O'Mara, Gretchen Mol e Michael Imperioli. A história de um detective de 2008 que dá por si, depois de um acidente, nos anos 1970 foi retrabalhada por David E. Kelley (criador de Ally McBeal, Picket Fences ou Boston Legal), que se afastou, contudo, antes da série arrancar. A versão americana de Life on Mars teve uma génese complicada (o episódio piloto foi completamente refeito e transplantado de Los Angeles para Nova Iorque) e os fracos resultados de audiência levaram a ABC a terminar a série no fim da primeira temporada (17 episódios). O canal de cabo Fox inicia a emissão da série amanhã, transmitindo-a às 22h15 de quarta-feira e repetindo-as às 23h50 de sábado e 16h05 de domingo,
Audiências - Segunda, 23 de Novembro
As audiências de segunda-feira, 23 de Novembro de 2009, podem ser consultadas aqui.
Os valores de cabo de segunda-feira, 23 de Novembro de 2009, podem ser consultados aqui.
Resumo:
TVI 27,8 (-2,4) - Programa mais visto: Meu Amor (14,8 / 37,8 / 1,399,932)
RTP-1 26,7 (+6,3) - Programa mais visto: Telejornal (12,1 / 30,8 / 1,144,539)
SIC 22,6 (-3,2) - Programa mais visto: Grande Reportagem (14,6 / 35,5 / 1,381,014)
Cabo 18,2 (-1,2) - Canais mais vistos: Generalista - TVI (24,2 / 164,300); Exclusivo de cabo - SIC Notícias (3,5 / 23,600)
RTP-2 4,7 (+0,6) - Programa mais visto: Dois Homens e Meio (1,6 / 4,2 / 151,344)
Os valores de cabo de segunda-feira, 23 de Novembro de 2009, podem ser consultados aqui.
Resumo:
TVI 27,8 (-2,4) - Programa mais visto: Meu Amor (14,8 / 37,8 / 1,399,932)
RTP-1 26,7 (+6,3) - Programa mais visto: Telejornal (12,1 / 30,8 / 1,144,539)
SIC 22,6 (-3,2) - Programa mais visto: Grande Reportagem (14,6 / 35,5 / 1,381,014)
Cabo 18,2 (-1,2) - Canais mais vistos: Generalista - TVI (24,2 / 164,300); Exclusivo de cabo - SIC Notícias (3,5 / 23,600)
RTP-2 4,7 (+0,6) - Programa mais visto: Dois Homens e Meio (1,6 / 4,2 / 151,344)
Perfeito Coração
coluna do P2 de terça, 24 de Novembro
Seguindo a pista lançada pela RTP-1 com Vila Faia, exibida apenas ao fim-de-semana, a SIC optou por emitir a sua nova novela nacional Perfeito Coração apenas aos sábados e domingos (embora com pontuais excepções), e ao fim de um mês a decisão parece ter sido sábia.
Embora ainda não tenha conseguido quebrar a barreira mágica dos 10 pontos de rating e afixe ainda uma certa irregularidade de audiências (já desceu abaixo dos sete pontos de rating e teve shares miseráveis de 15 pontos), a novela de Carnaxide ficou no domingo a um cabelo de o conseguir (9,9) e muito perto dos 25 pontos de share. Não são valores ao nível dos 14 e 15 pontos de rating que as novelas “puxa-carroça” da TVI (Meu Amor e Deixa que te Leve) andam a obter regularmente, mas não duvido que são, no geral, melhores valores do que a SIC obteria ao dia de semana, em confronto directo com o bloco de novelas de Queluz.
O ponto curioso, aqui, é que Perfeito Coração, apesar daquele genérico inenarrável, não fica atrás da linha de montagem da TVI no seu melhor, e consegue até estar melhor acabada - falta só o público perceber isso...
Seguindo a pista lançada pela RTP-1 com Vila Faia, exibida apenas ao fim-de-semana, a SIC optou por emitir a sua nova novela nacional Perfeito Coração apenas aos sábados e domingos (embora com pontuais excepções), e ao fim de um mês a decisão parece ter sido sábia.
Embora ainda não tenha conseguido quebrar a barreira mágica dos 10 pontos de rating e afixe ainda uma certa irregularidade de audiências (já desceu abaixo dos sete pontos de rating e teve shares miseráveis de 15 pontos), a novela de Carnaxide ficou no domingo a um cabelo de o conseguir (9,9) e muito perto dos 25 pontos de share. Não são valores ao nível dos 14 e 15 pontos de rating que as novelas “puxa-carroça” da TVI (Meu Amor e Deixa que te Leve) andam a obter regularmente, mas não duvido que são, no geral, melhores valores do que a SIC obteria ao dia de semana, em confronto directo com o bloco de novelas de Queluz.
O ponto curioso, aqui, é que Perfeito Coração, apesar daquele genérico inenarrável, não fica atrás da linha de montagem da TVI no seu melhor, e consegue até estar melhor acabada - falta só o público perceber isso...
segunda-feira, 23 de Novembro de 2009
Audiências - Domingo, 22 de Novembro
As audiências de domingo, 22 de Novembro de 2009, podem ser consultadas aqui.
Os valores de cabo de domingo, 22 de Novembro de 2009, podem ser consultados aqui.
Resumo:
TVI 30,2 (+2,6) - Programa mais visto: jogo Benfica-Guimarães (20,3 / 48,2 / 1,920,177)
SIC 25,8 (+2,6) - Programa mais visto: Ídolos (10,7 / 31,9 / 1,012,113)
RTP-1 20,4 (-2,2) - Programa mais visto: Telejornal (10,1 / 23,9 / 955,359)
Cabo 19,4 (-0,7) - Canais mais vistos: Generalista, TVI (27,1 / 244,600); Cabo, SIC Notícias (3,7 / 33,000)
RTP-2 4,1 (-2,4) - Programa mais visto: Os Simpsons (2,1 / 4,9 / 198,639)
Os valores de cabo de domingo, 22 de Novembro de 2009, podem ser consultados aqui.
Resumo:
TVI 30,2 (+2,6) - Programa mais visto: jogo Benfica-Guimarães (20,3 / 48,2 / 1,920,177)
SIC 25,8 (+2,6) - Programa mais visto: Ídolos (10,7 / 31,9 / 1,012,113)
RTP-1 20,4 (-2,2) - Programa mais visto: Telejornal (10,1 / 23,9 / 955,359)
Cabo 19,4 (-0,7) - Canais mais vistos: Generalista, TVI (27,1 / 244,600); Cabo, SIC Notícias (3,7 / 33,000)
RTP-2 4,1 (-2,4) - Programa mais visto: Os Simpsons (2,1 / 4,9 / 198,639)
Júri
coluna do P2 de segunda, 23 de Novembro
Já por repetidas vezes confessei aqui a minha perplexidade perante coisas como Dança Comigo no Gelo, Uma Canção para Ti, Ídolos e outros afins que preenchem as noites dos canais generalistas.
Mas uma das peculiaridades que mais contribui para essa perplexidade é a presença do júri. Luís Jardim ou Laurent Filipe ou Manuel Moura dos Santos são profissionais da música, faz sentido a sua presença em concursos que apostam em lançar artistas em carreiras profissionais; mas (por exemplo) qual é a mais-valia que Pedro Granger, Pedro Boucherie Mendes ou João Baião trazem a um júri, o que é que Pacman está a fazer no júri de Família Família?
É evidente que os próprios concursos são diferentes entre si e os júris preenchem funções diferentes consoante os programas. Mas tenho para mim que a composição do júri é um dos sinais mais representativos da seriedade (ou falta da dita cuja) do programa – e, a esse respeito, basta olhar para os júris da RTP, que não estão ali, praticamente, a fazer nada que não seja preencher tempo de antena, para perceber o que ali se joga...
Já por repetidas vezes confessei aqui a minha perplexidade perante coisas como Dança Comigo no Gelo, Uma Canção para Ti, Ídolos e outros afins que preenchem as noites dos canais generalistas.
Mas uma das peculiaridades que mais contribui para essa perplexidade é a presença do júri. Luís Jardim ou Laurent Filipe ou Manuel Moura dos Santos são profissionais da música, faz sentido a sua presença em concursos que apostam em lançar artistas em carreiras profissionais; mas (por exemplo) qual é a mais-valia que Pedro Granger, Pedro Boucherie Mendes ou João Baião trazem a um júri, o que é que Pacman está a fazer no júri de Família Família?
É evidente que os próprios concursos são diferentes entre si e os júris preenchem funções diferentes consoante os programas. Mas tenho para mim que a composição do júri é um dos sinais mais representativos da seriedade (ou falta da dita cuja) do programa – e, a esse respeito, basta olhar para os júris da RTP, que não estão ali, praticamente, a fazer nada que não seja preencher tempo de antena, para perceber o que ali se joga...
domingo, 22 de Novembro de 2009
Audiências - Sábado, 21 de Novembro
Oprah
coluna do P2 de domingo, 22 de Novembro
O grande assunto do mundo televisivo nos últimos dias foi o anúncio de Oprah Winfrey que vai dar por terminado o seu talk-show em Setembro de 2011, altura em que a popular apresentadora comemora 25 anos non-stop no ar, para se dedicar ao canal de cabo que está a preparar há alguns anos.
O que tem sido interessante na cobertura mediática do anúncio é a sensação de “fim de uma era” que ele transmite, numa altura em que os canais generalistas enfrentam uma irrecuperável fragmentação das audiências e consequente redução das receitas publicitárias. E o facto de uma das últimas personalidades verdadeiramente abrangentes e unificadoras da televisão moderna, uma das poucas cujo nome é uma marca reconhecida mundialmente, abandonar o sinal aberto para se transferir de armas e bagagens para o cabo é visto por muitos observadores como a admissão de que os canais generalistas tal como existem actualmente estão condenados à irrelevância e o futuro da televisão, criativo ou económico, passa forçosamente pela adaptação a essa fragmentação.
Não se trata de futurismo mais ou menos pessimista, mas de uma compreensão que os modelos antigos a que muitos programadores ainda se agarram estão a começar a deixar de fazer sentido...
O grande assunto do mundo televisivo nos últimos dias foi o anúncio de Oprah Winfrey que vai dar por terminado o seu talk-show em Setembro de 2011, altura em que a popular apresentadora comemora 25 anos non-stop no ar, para se dedicar ao canal de cabo que está a preparar há alguns anos.
O que tem sido interessante na cobertura mediática do anúncio é a sensação de “fim de uma era” que ele transmite, numa altura em que os canais generalistas enfrentam uma irrecuperável fragmentação das audiências e consequente redução das receitas publicitárias. E o facto de uma das últimas personalidades verdadeiramente abrangentes e unificadoras da televisão moderna, uma das poucas cujo nome é uma marca reconhecida mundialmente, abandonar o sinal aberto para se transferir de armas e bagagens para o cabo é visto por muitos observadores como a admissão de que os canais generalistas tal como existem actualmente estão condenados à irrelevância e o futuro da televisão, criativo ou económico, passa forçosamente pela adaptação a essa fragmentação.
Não se trata de futurismo mais ou menos pessimista, mas de uma compreensão que os modelos antigos a que muitos programadores ainda se agarram estão a começar a deixar de fazer sentido...
sábado, 21 de Novembro de 2009
Audiências - Sexta, 20 de Novembro
Cinema
coluna do P2 de sábado, 21 de Novembro
Falava eu no outro dia da RTP-2, que é o único canal de televisão que ainda vai passando filmes que não são “os do costume” e que não os repete “ad infinitum”, e na exacta semana em que eu o faço descubro que o canal voltou à velha estética das Cinco Noites Cinco Filmes em fim de noite sem dar cavaco às melgas.
Ainda bem que assim é – e o programa da semana incluiu filmes como Um Dia de Cão, por exemplo, e na próxima semana anunciam-se Laranja Mecânica ou Blow-Up – mas confesso que não percebo como é que se faz isto sem divulgação.
O que, aliás, não é um exclusivo da RTP: mesmo os “filmes do costume” dos privados não são anunciados com antecedência (quando uma pessoa visita os sites dos canais ou percorre um qualquer cartaz televisivo aparece sempre “filme a designar”, como se o público não adivinhasse que eles já sabem o que vão mostrar mas só o querem dizer à última hora – e se calhar não tanto para contra-programar mas para não assustar o público que olha para a lista e diz “oh pá, esse outra vez não!”).
Portanto, voltamos todos à mesma de sempre: dizemos mal de uns porque não arriscam e dos outros porque arriscam mas não dizem que o fizeram. E sinceramente, nestes dias de preguiça mediática pública, não sei quais são os piores...
Falava eu no outro dia da RTP-2, que é o único canal de televisão que ainda vai passando filmes que não são “os do costume” e que não os repete “ad infinitum”, e na exacta semana em que eu o faço descubro que o canal voltou à velha estética das Cinco Noites Cinco Filmes em fim de noite sem dar cavaco às melgas.
Ainda bem que assim é – e o programa da semana incluiu filmes como Um Dia de Cão, por exemplo, e na próxima semana anunciam-se Laranja Mecânica ou Blow-Up – mas confesso que não percebo como é que se faz isto sem divulgação.
O que, aliás, não é um exclusivo da RTP: mesmo os “filmes do costume” dos privados não são anunciados com antecedência (quando uma pessoa visita os sites dos canais ou percorre um qualquer cartaz televisivo aparece sempre “filme a designar”, como se o público não adivinhasse que eles já sabem o que vão mostrar mas só o querem dizer à última hora – e se calhar não tanto para contra-programar mas para não assustar o público que olha para a lista e diz “oh pá, esse outra vez não!”).
Portanto, voltamos todos à mesma de sempre: dizemos mal de uns porque não arriscam e dos outros porque arriscam mas não dizem que o fizeram. E sinceramente, nestes dias de preguiça mediática pública, não sei quais são os piores...
sexta-feira, 20 de Novembro de 2009
Oprah
A notícia do dia no meio televisivo global: Oprah Winfrey vai dar por terminado o seu talk show (transmitido em Portugal na SIC Mulher) em Setembro de 2011, após 25 anos no ar, para se dedicar em exclusividade ao seu próprio canal de cabo, OWN, uma parceria com o Discovery Channel que deverá arrancar em Janeiro de 2011. A notícia de Brian Stelter e Bill Carter no New York Times é interessante por sugerir que o término do programa de Oprah na ABC significa mais um prego no caixão da televisão generalista de sinal aberto e mais um sinal de que o cabo é cada vez mais a televisão do futuro.
Audiências - Quinta, 19 de Novembro
Histórias do mundo
coluna do P2 de sexta-feira, 20 de Novembro
Enquanto Portugal sofria e vibrava com o play-off decisivo com a Bósnia para o mundial da África do Sul na TVI, o Jornal da Noite da SIC apresentava uma rubrica chamada Histórias do Mundo, à imagem de outras secções regulares como Perdidos e Achados ou O Futuro Hoje.
O curioso é que Histórias do Mundo era essencialmente composta por excertos dos programas estrangeiros de grande informação exibidos na SIC Notícias, como 60 Minutos ou Panorama BBC – não que haja grande mal nisso, afinal sempre é preferível promover informação de qualidade globalmente reconhecida do que uma banda formada para uma novela juvenil que grava para a editora pertencente ao grupo do canal (como fez a TVI no outro dia com os DZRT – gostava de perceber quem é que acha que isto é realmente uma notícia digna de noticiário da noite).
Mas dei por mim a pensar que, sendo a SIC Notícias geralmente líder de audiências entre os canais de informação do cabo (para já não falar de líder de audiências dos canais de sinal fechado), a rubrica era algo redundante — os fiéis da informação da SIC já vêem a SIC Notícias de qualquer maneira, e duvido que os fãs do Ídolos passem muito tempo na SIC Notícias...
Enquanto Portugal sofria e vibrava com o play-off decisivo com a Bósnia para o mundial da África do Sul na TVI, o Jornal da Noite da SIC apresentava uma rubrica chamada Histórias do Mundo, à imagem de outras secções regulares como Perdidos e Achados ou O Futuro Hoje.
O curioso é que Histórias do Mundo era essencialmente composta por excertos dos programas estrangeiros de grande informação exibidos na SIC Notícias, como 60 Minutos ou Panorama BBC – não que haja grande mal nisso, afinal sempre é preferível promover informação de qualidade globalmente reconhecida do que uma banda formada para uma novela juvenil que grava para a editora pertencente ao grupo do canal (como fez a TVI no outro dia com os DZRT – gostava de perceber quem é que acha que isto é realmente uma notícia digna de noticiário da noite).
Mas dei por mim a pensar que, sendo a SIC Notícias geralmente líder de audiências entre os canais de informação do cabo (para já não falar de líder de audiências dos canais de sinal fechado), a rubrica era algo redundante — os fiéis da informação da SIC já vêem a SIC Notícias de qualquer maneira, e duvido que os fãs do Ídolos passem muito tempo na SIC Notícias...
Etiquetas:
generalistas,
horário nobre,
informação,
noticiários,
SIC,
SIC Notícias
quinta-feira, 19 de Novembro de 2009
Audiências - Quarta, 18 de Novembro
Talk show
coluna do P2 de quinta, 19 de Novembro
Ao fazer o proverbial zapping, parei no Tonight Show com Conan O'Brien que passa agora no horário nobre da SIC Radical. E dei por mim a pensar que é curioso ver estes talk shows – não só o Tonight Show como também o Late Night com Jimmy Fallon ou o Daily Show de Jon Stewart – num país onde a maior parte das referências passam ao lado do espectador médio (mesmo que, como acontece actualmente, a décalage entre a transmissão americana e a portuguesa seja pequena). É um pouco, mal comparado, como ver Judite de Sousa em França ou Mário Crespo na República Checa – e é, obviamente, é por isso que estes talk shows não passam nos generalistas mas sim no cabo.
Por curiosidade, fui dar uma vista de olhos a ver que outros países o exibem. E descobri que, para além de Portugal, na Europa só a Finlândia, a Dinamarca e a Inglaterra exibem o Tonight Show e que somos o único país europeu a exibir Jimmy Fallon – o que torna Portugal numa curiosa excepção. Preferimos ver o talk show dos outros a fazer o nosso próprio – já repararam que, apesar do 5 para a Meia-Noite até ter tido algum sucesso, as experiências do formato que têm tido lugar nos canais generalistas pura e simplesmente não vingaram, e que parece ser no cabo que elas têm lugar?
Ao fazer o proverbial zapping, parei no Tonight Show com Conan O'Brien que passa agora no horário nobre da SIC Radical. E dei por mim a pensar que é curioso ver estes talk shows – não só o Tonight Show como também o Late Night com Jimmy Fallon ou o Daily Show de Jon Stewart – num país onde a maior parte das referências passam ao lado do espectador médio (mesmo que, como acontece actualmente, a décalage entre a transmissão americana e a portuguesa seja pequena). É um pouco, mal comparado, como ver Judite de Sousa em França ou Mário Crespo na República Checa – e é, obviamente, é por isso que estes talk shows não passam nos generalistas mas sim no cabo.
Por curiosidade, fui dar uma vista de olhos a ver que outros países o exibem. E descobri que, para além de Portugal, na Europa só a Finlândia, a Dinamarca e a Inglaterra exibem o Tonight Show e que somos o único país europeu a exibir Jimmy Fallon – o que torna Portugal numa curiosa excepção. Preferimos ver o talk show dos outros a fazer o nosso próprio – já repararam que, apesar do 5 para a Meia-Noite até ter tido algum sucesso, as experiências do formato que têm tido lugar nos canais generalistas pura e simplesmente não vingaram, e que parece ser no cabo que elas têm lugar?
quarta-feira, 18 de Novembro de 2009
Audiências - Terça, 17 de Novembro
A Ex na TVI
Depois de já ter passado pelos canais de cabo MOV e Fox Life, The Starter Wife (A Ex), com Debra Messing no papel da ex-mulher de um executivo de Hollywood que se vê obrigada a refazer a sua vida quando o marido a troca por uma mulher mais jovem, arranca amanhã na TVI no slot de "late night" da meia-noite e meia (após as novelas).
Cinema
coluna do P2 de quarta, 18 de Novembro
Falava ontem da RTP-2 ter tido os seus melhores resultados em muito tempo com o “dia 24” de sábado, e reparei num pormenor muito curioso relativamente à programação do dia.
Como sabemos, o sábado à noite costuma ser preenchido com a “sessão dupla” que vê a 2 programar dois filmes que podem ou não ter uma ligação entre si (dois filmes de João Canijo, ou os thrillers políticos Os Homens do Presidente e As Chaves do Poder), por vezes até com bons resultados. Até aqui tudo bem; embora me faça confusão haver por vezes misturas indigestas (Cidade de Deus com Akira Kurosawa???), são quase sempre filmes que não têm lugar na pobrezinha programação de cinema das privadas (mas que faria todo o sentido exibir na 1...) que não exibe filmes com mais de cinco anos ou que provenham de outro sítio que não os EUA.
Ora, qual foi o filme de sábado, após o final de 24? O Sabor da Melancia, obliquíssimo filme de autor do taiwanês Tsai Ming-Liang. Que é, inegavelmente, serviço público, e que por isso se saúda - mas que passou às 01h45 da manhã, como quem diz que o cinema de autor oblíquo só tem lugar num serviço público a uma hora em que literalmente ninguém o está a ver. E um serviço público que cumpre a sua obrigação a horas mortas é uma coisa estranha...
Falava ontem da RTP-2 ter tido os seus melhores resultados em muito tempo com o “dia 24” de sábado, e reparei num pormenor muito curioso relativamente à programação do dia.
Como sabemos, o sábado à noite costuma ser preenchido com a “sessão dupla” que vê a 2 programar dois filmes que podem ou não ter uma ligação entre si (dois filmes de João Canijo, ou os thrillers políticos Os Homens do Presidente e As Chaves do Poder), por vezes até com bons resultados. Até aqui tudo bem; embora me faça confusão haver por vezes misturas indigestas (Cidade de Deus com Akira Kurosawa???), são quase sempre filmes que não têm lugar na pobrezinha programação de cinema das privadas (mas que faria todo o sentido exibir na 1...) que não exibe filmes com mais de cinco anos ou que provenham de outro sítio que não os EUA.
Ora, qual foi o filme de sábado, após o final de 24? O Sabor da Melancia, obliquíssimo filme de autor do taiwanês Tsai Ming-Liang. Que é, inegavelmente, serviço público, e que por isso se saúda - mas que passou às 01h45 da manhã, como quem diz que o cinema de autor oblíquo só tem lugar num serviço público a uma hora em que literalmente ninguém o está a ver. E um serviço público que cumpre a sua obrigação a horas mortas é uma coisa estranha...
Anatomia de Grey no Fox Life
Num momento em que a RTP-2 ainda exibe a quinta temporada de episódios, o canal de cabo Fox Life estreia amanhã a sexta temporada da série dramática Anatomia de Grey, aproximadamente dois meses após a sua estreia na estação ABC. Quintas, às 21h25.
terça-feira, 17 de Novembro de 2009
Audiências - Segunda, 16 de Novembro
O público e o serviço
coluna do P2 de terça, 17 de Novembro
Aconteceu algo de muito interessante e curioso nas audiências deste fim-de-semana. A RTP-2 programou a sétima temporada da série 24 quase em “tempo real” durante sexta e sábado – e teve as suas melhores audiências em muito tempo, com um share de audiência total de 8,1 no sábado.
Mais: os dez programas mais vistos da RTP-2 no sábado foram todos eles episódios de 24, com três deles a terem valores superiores a 3 pontos de rating (aproximadamente 300 mil espectadores), e cinco a terem shares de audiência superiores a 10 pontos, feito raríssimo na habitual programação quotidiana do canal (onde mesmo as séries exibidas às dez e meia só a espaços obtêm esse tipo de valores).
Vamos descontar o evidente efeito “evento” da operação, e mesmo assim descobrimos que foi preciso o canal que é habitual erguido a “serviço público” da “sociedade civil” programar uma série americana (e uma que ainda por cima já perdeu um pouco do lustro) durante todo um dia para ter as audiências que todos achamos que a 2 devia ter normalmente.
Basta lembrar que, quando em Abril a 2 fez em modo serviço público um dia inteiro de documentários, com muito mais divulgação que este “dia 24”, os resultados estiveram muito longe destes... E a questão aqui é de programação ou de público?
Aconteceu algo de muito interessante e curioso nas audiências deste fim-de-semana. A RTP-2 programou a sétima temporada da série 24 quase em “tempo real” durante sexta e sábado – e teve as suas melhores audiências em muito tempo, com um share de audiência total de 8,1 no sábado.
Mais: os dez programas mais vistos da RTP-2 no sábado foram todos eles episódios de 24, com três deles a terem valores superiores a 3 pontos de rating (aproximadamente 300 mil espectadores), e cinco a terem shares de audiência superiores a 10 pontos, feito raríssimo na habitual programação quotidiana do canal (onde mesmo as séries exibidas às dez e meia só a espaços obtêm esse tipo de valores).
Vamos descontar o evidente efeito “evento” da operação, e mesmo assim descobrimos que foi preciso o canal que é habitual erguido a “serviço público” da “sociedade civil” programar uma série americana (e uma que ainda por cima já perdeu um pouco do lustro) durante todo um dia para ter as audiências que todos achamos que a 2 devia ter normalmente.
Basta lembrar que, quando em Abril a 2 fez em modo serviço público um dia inteiro de documentários, com muito mais divulgação que este “dia 24”, os resultados estiveram muito longe destes... E a questão aqui é de programação ou de público?
segunda-feira, 16 de Novembro de 2009
Audiências - Domingo, 15 de Novembro
O público ao serviço
coluna do P2 de sábado, 16 de Novembro
Um bom exemplo de apostas das televisões que as pessoas não querem ver está neste momento bem visível na programação da RTP e da SIC.
O canal público exibe ao domingo à noite O Último Passageiro, concurso “familiar” apresentado por João Baião e Sílvia Alberto mas cujo melhor resultado nas primeiras três emissões foi um rating de 4,4 e um share de audiência de 15,8.
Carnaxide tem aos sábados M/F Sarilhos em Casa, com Bárbara Guimarães e Eduardo Madeira, que começou como um concurso diário no slot deixado livre por Salve-se Quem Puder e, ao fim de duas semanas, foi “reduzido” à emissão “famosos” de sábado devido às más audiências, que têm continuado no sábado à noite (4,4 de rating e 10,6 de share na emissão de 7 de Novembro).
São dois bons exemplos de uma programação “baralhar e voltar a dar” que usa os mesmos apresentadores de sempre (mesmo que Eduardo Madeira fosse uma aposta diferente que não resultou) para mascarar a falta de imaginação e – até certo ponto – a ideia dos programadores de que é preciso descer ao mínimo denominador comum para obter audiências.
Um bom exemplo de apostas das televisões que as pessoas não querem ver está neste momento bem visível na programação da RTP e da SIC.
O canal público exibe ao domingo à noite O Último Passageiro, concurso “familiar” apresentado por João Baião e Sílvia Alberto mas cujo melhor resultado nas primeiras três emissões foi um rating de 4,4 e um share de audiência de 15,8.
Carnaxide tem aos sábados M/F Sarilhos em Casa, com Bárbara Guimarães e Eduardo Madeira, que começou como um concurso diário no slot deixado livre por Salve-se Quem Puder e, ao fim de duas semanas, foi “reduzido” à emissão “famosos” de sábado devido às más audiências, que têm continuado no sábado à noite (4,4 de rating e 10,6 de share na emissão de 7 de Novembro).
São dois bons exemplos de uma programação “baralhar e voltar a dar” que usa os mesmos apresentadores de sempre (mesmo que Eduardo Madeira fosse uma aposta diferente que não resultou) para mascarar a falta de imaginação e – até certo ponto – a ideia dos programadores de que é preciso descer ao mínimo denominador comum para obter audiências.
Subscrever:
Mensagens (Atom)